Natação para bebés: porquê, para quê e quando?

Quando inscrevem os filhos na natação, a maioria dos pais têm geralmente em mente ensiná-los a nadar. O que muitos não sabem é que as vantagens vão muito além disso, dado que a natação acarreta benefícios físicos (aprimora a coordenação motora, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, regulariza o sono), sociais, terapêuticos e recreativos.

Os bebés estão adaptados ao meio líquido desde a barriga da mãe, pelo que quem assiste a uma aula adaptação ao meio aquático fica surpreendido com o à vontade que eles demonstram. Sob os cuidados de profissionais treinados, e através de estímulos esterioceptivos, ou seja, de atividades que facilitam o desenvolvimento do tato, audição, visão e olfato, os bebés são capazes de executar diversos movimentos natatórios, num misto de momentos de prazer e descoberta!

A natação é recomendada a partir dos 6 meses, altura em que já cumpriram parte importante do esquema vacinal e já controlam bem a cabeça e se sentam sozinhos.

Em termos de evolução: aos 8 meses os bebés são capazes de controlar o movimento passivo e boiar; dos 13 aos 14 meses os seus movimentos aumentam, flutuam de bruços, conseguem direcionar-se e procurar as bordas para sair da piscina; dos 14 aos 24 meses, controlam bem os seus movimentos e mudam de direção, começam a saltar e a fazer brincadeiras.

No entanto, há certos cuidados a ter!

  • As aulas devem ter menor duração (entre 30 e 45 minutos) uma vez que o sistema termorregulador do bebé ainda não se encontra bem desenvolvido.
  • O programa nacional de vacinação deve estar atualizado.
  • As condições das piscinas devem ser apropriadas: higiene (boa renovação de ar; temperatura (28-32ºC) e pH (7,2-7,8) da água adequadas), segurança (número suficiente de objetos com diferentes cores, tamanhos e formatos) e conforto (o horário da aula não deve coincidir com os horários do sono e alimentação da criança).
  • A natação apresenta algumas contraindicações, como otites de repetição ou dermites mais exacerbadas, que devem sempre ser ponderadas com o médico assistente.

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